sábado, 13 de março de 2010

mesmo que você fuja por labirintos e alçapões..me leve até o fim.

Becos e botecos.
O dilema entre o real e o irreal, absurdamente pulsante em todos os poros.
O amor é/ será balela? A preocupação de todos os parágrafos: amor, fonte de todas as dores do mundo. Porque não há outro sentido para a falta do nexo.
Estamos sós? Não sejamos sós!
A fresta que se abre dia a dia entre mim e eu mesmo nunca retrocederá. Morro sem saber quem sou.
Do útero para o espaço sideral com uma cápsula de molas e cicatrizes. Conectar/obter/atualizar. E o desconforto agarra as entranhas estranhamente. Vi o filho da vizinha remexer o lixo, vi a boca do meu avô aberta, vi as pequenas mãos dos Joãozinhos jogando comida fora. Vi o carro, o hipermercado. O bar, o cheiro da treva. Vi que os pássaros cantam e pessoas andam. É uma roda, um grão, um empurra que eu vou quando vê, já fomos!E estamos secos. Ocos. Vejo o magro poeta na chuva. E a rainha na casa cinco que viola as leis. A tinta da caneta pode acabar e os sons das palavras continuam, vão.
Famigerado.
As rupturas mais sacanas são saradas com mertiolate e ventilador, haja ventilador!
Têm verdinhas rolando solta na capital, tem voz morrendo dormindo.
Não vale chorar: “seu padre toca o sino que é pra todo mundo saber”.
Não fale mal das coisas simples, não fale da morte, nem de assuntos pueris.
Não fale o que não sente e nem invente, só se tem o que se dar.
E tudo sobra se apara, não para e não vale chorar.
Amo e me engano, me cobri de redondilhas. O que me redime é que não é crime.
Tenha alguém, deixe de ser incoerente e cuidemos de nossas vidas, hospícios e cavaquinhos.
O amanhã diz.

3 comentários:

Andréia disse...

E haja ventilador mesmooo!!!
Adorei o texto!:)

Márcia Leite. disse...

também adorei! paulinha, me manda teu e-mail, pode ser, amore? estais sem orkut e quero te escrever. anota o meu: marciacsleite@gmail.com. beijooo! :)

Lella disse...

açucarou de tanto sentimento...