quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Quando o sal toca a terra ela se purifica de si mesma.
Penetra por poro a dentro uma força quase que mágica.
De onde vem tanta força?
Achei que tudo tinha se perdido a tempos atrás.
Teu cheiro me invadiu e fiquei cega e surda.
Tapada por um cata-vento.
Olhei lá pra baixo, noite fria e sem graça.
Tanto excesso de nada!
Que bobagem ficar calada.
O menino de boné laranja quebrou nossa janela.
Não vou consertar, vou deixar o tempo e o calor entrar.
Preciso de algo que perdi, não sei se flores ou foi minha memória?
Queria um estalo profundo que me fizesse respirar.
A rosa-dos-ventos tem cor de opala, quero dormir.
Sonhar talvez me faça bem.
Acordada fico boba de novo, com seu movimento.
Pára balanço, calminha.
Desejo pés no chão, não suba de uma vez.





2 comentários:

fernanda disse...

Eu sou suspeita para falar dos seus textos.
muito bom mesmo!

Lella Cristina. disse...

O texto mais sensivel que li seu até agora...